3.3.09

Dos nomadismos acadêmicos e doutros desvios constantes

Parecia que a vida era de outra pessoa. Mas ao mesmo tempo eu me sentia real; ouso dizer que nunca havia me sentido tão real assim. Porque era novo. O que me rodeava era inexplorado, pelo menos na instâncias a que chego agora. Pisei no asfalto com a fome do leitor que vira a página, os olhos em busca do novo capítulo.

O que vem a ser eu não sei, e prefiro assim. O desenrolar das coisas é mais interessante se captado nos instantes em que acontece, e não premeditado maquiavelicamente. É claro que algum plano deve haver, mas o que digo é que a graça das coisas está em também aprender a contemplar os processos. E o hoje foi prova disso. Talvez o ontem também o tenha sido. Muito do que eu tenho é graças ao que não fiz. Muitas das minhas conquistas foram graças ao que não busquei. Mas não por ser passivo diante das coisas, e sim por ser paciente e saber deixar fluir.

É estranho tornar-se adulto de um dia pro outro. Um tanto incômodo pensar-se longe das referências de antes, sentir o peso das responsabilidades e perceber o quão arriscado um simples passo pode ser, quando não há ninguém pra dar a mão. Mas é um risco que eu tenho sede de correr, e força pra arcar.

Meu primeiro dia em São Paulo. Muita coisa interessante aconteceu, e conheci algumas pessoas que sei serão influentes nos cursos que minha vida deve tomar. Algumas oportunidades incrivelmente já surgiram. E, por fim, a conclusão a que inevitavelmente chego, após breve análise das confluências que insurgem dessa minha mania de alfuir, é a de que meu nomadismo me rende, a contraponto, um foco, uma síntese que universaliza qualquer vivência.

Hoje eu acho que vou dormir bem, como há muito tempo não durmo. :}

3 comentários:

  1. É, queridão... sabia que tudo iria dar certo! =)
    Fico super feliz vendo que está tudo bem por aí.
    Vida nova? Obaa!
    Continue seguindo, baby!!! Tu vai longe.
    Muito sucesso pra vc!! bjos!

    DuicO

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  2. "O que vem a ser eu não sei, e prefiro assim. O desenrolar das coisas é mais interessante se captado nos instantes em que acontece, e não premeditado maquiavelicamente."
    Partilho da mesma opinião. Sucesso na metrópole!

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